Alguns animais e certas espécies de fungos possuem a h
*"É mais fácil acender uma vela do que praguejar contra a escuridão". O medo do escuro (e das coisas que existem nele como monstros e fantasmas) provavelmente é um resquício ancestral de

quando somente a luz do Sol iluminava os nossos dias, e onde os indivíduos, principalmente filhotes, (ou crianças, como queiram..) tinham chances maiores de sobreviver, se não se aventurassem na escuridão.
Observe o nosso receio de lugares escuros, ao nos depararmos com duas ruas, uma iluminada e outra na ausência de luz, qual iremos escolher? Sim, a iluminação de uma rua pode nos fazer mudar a trajetória.
abilidade de emitir luz visivel, atraves de reações químicas no escuro da noite. É o fenómeno da bioluminescência, onde ocorrem reações silenciosas e persistentes entre as enzimas luciferina, luciferase, o oxigénio e muitas vezes ATP (sigla de Trifosfato de adenosina, uma molécula armazenadora de energia), onde o subproduto final é basic

amente CO2 (dióxido de carbono). Geralmente a luz "fria" (chamada assim devido a baixa liberação de energia térmica) é das cores verde e azul, mas pode ser amarela, como no genêro
Tomopteris, um tipo de verme poliqueto, e vermelha, encontrada nos peixes da família Stomiidae.
Agora pense: os gastos com a iluminação publica e os postes de iluminação "estéreis" (quando existem) poderiam dar lugar a um tipo novo de design, originado da fusão entre uma árvore e da habilidade de alguns organismos de emitir luz, como seria se utilizassemos essa possibilidade para iluminar as vias públicas, ou até as nossas casas? alguém já idealizou esse projeto, o Designer
Audrey Richard-Laurent ."Nas zonas urbanas, normalmente vê-se uma fileira de árvores paralelo aos postes de luz. Porque não hibridizá-los?"
Loucura? talvez não meus caros leitores, pois em 2007 Edward A. Quinto, da International Society for Bioluminescence and Chemiluminescence, conseguiu produzir a primeira
"Arvore de Natal bioluminscente" (nesse caso, foi utilizado extratos dos compostos da água viva sobre a árvore, e não uma alteração genética).

Uma idéia elegante e ousada, mas que precisaria ser viável para, quem sabe um dia passearmos a noite debaixo do brilho frio das reações bioquímicas e luminosas de um ser vivo.
Via: Next Nature
imagem: aqui
*Citação retirada do livro "O mundo assombrado pelos demônios, do Astrônomo e divulgador da ciência Carl Sagan.
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Malária, "aquela" doença que afeta mais de 500 milhões de pessoas ao ano (principalmente nas regiões mais pobres), causada pelo protozoário
Plasmodium falciparum, e transmitida pelos mosquitos
Anopheles parece ter "saltado" dos chimpanzés (genêro Pan.) para os humanos, em algum ponto da história, durante os últimos 2 milhões de anos atrás. Isso é o que indica a pesquisa desevolvida pela equipe de Nathan D. Wolfe, em artigo recente "The origin of malignant malaria" da revista PNAS.
Após recolher amostras de aproximadamente 100 chimps Africanos, os pesquisadores identificaram oito estirpes do parasita causador da malária em chimpanzés, o Plasmodium reichenovi. Comparando os genes das variedades do parasita dos chimps com os que infectam os humanos, descobriu-se que, igual ao vírus do HIV, a malária é um "presente de grego" dos chimpanzés.
A hipótese sugerida até então, era que os dois parasitas evoluiram separadamente de um ancestral comum, nos últimos 5-7 milhões de anos, cada um em seus hospedeiros específicos, o homem e o chimp. Mas a análise molecular dos novos isolados de P. reichenowi, mostram que ele an verdade deu origem ao P. falciparum, provavelmente de um única transferência para um hospedeiro, que pode ter ocorrido num intervalo de 2-3 milhões de anos , até 10.ooo anos atrás.
O que isso pode nos ensinar? além da descoberta em si, aprender sobre a história da guerra evolutiva entre parasita hospedeiro, e de seus mecanismos inerentes, pode num futuro viabilizar a fabricação de vacinas, ou drogas eficientes, ou pelo menos o conhecimento dos tipos parasitoides que existem na natureza e que cedo ou tarde, poderão (ou não) entrar em contato com a população humana.
O artigo original (e aberto) pode ser baixado
aqui.O título do post, obviamente não quis ofender nenhum macaco ou simpatizante, os chimpanzés não presenteram a nossa espécie propositalmente...
Imagem: Taylor se despedindo de Zira (Planeta dos Macacos)
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Em referência ao comentário da leitora (e
blogueira) Clarissa, no post sobre o
Abajur com elefantíase, sobre a condição de Joseph Merrick o Homem-Elefante, realmente ele não a possuia, e sim provavelmente a síndrome de Proteus, que recebeu este nome em alusão ao deus grego polimorfo. Em junho de 2001, Paul Spiring propôs na revista
Biologist um novo diagnóstico para Joseph Merrick, que teria sofrido de uma combinação de
neurofibromatose tipo I e síndrome de Proteus. Entretanto, testes de DNA conduzidos pelo Dr. Charis Eng em amostras de cabelo e ossos de Joseph não mostraram mutações no gene PTEN (presente apenas em alguns portadores da síndrome de Proteus). Portanto, não há ainda prova definitiva de que Joseph Merrick sofria da síndrome de Proteus.
Fontes: Aqui.
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Em setembro no Rio de Janeiro, irá ocorrer o II Encontro de blogueiros Científicos que escrevem em português e provavelmente este que vos escreve irá "cobrir" o evento no melhor estilo Hunter Thompson (tirando as bebidas e etc...).
"A WEB 2.0 mudou a forma de fazer jornalismo, negócios e política, e está ganhando agora a academia. A redução das redações de ciência nos grande jornais e o aumento dos escritórios de relações públicas em instituições científicas é o cenário onde emergem os próprios cientistas se comunicando diretamente com o grande público através de blogs e se firmando como uma importante fonte de informação científica confiável para a população, com conseqüências diretas no ensino e na aprendizagem de ciências e não só. O encontro promete, em sua reedição, discutir essas temáticas e oferecer aos participantes opções de caminhos para a blogsfera científica em língua portuguesa."
Então, espero comparecer e conhecer pessoalmente alguns parceiros blogueiros e essa praia bonita. E claro, vou ficar acampado...
Faça sua inscrição aqui.
Local:
Hotel A Ressurgência
Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM)
Rua Luiz Correia, 350, Praia dos Anjos.
Arraial do Cabo, RJ. 28.930-00
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Insanas fusões entre arte e ciência. Prevejo um futuro do retorno a natureza, e a designs e estilos de vida miméticos, mas sem abandonar a tecnologia moderna. Uma época e/ou lugar que o hitech poderá ser tão funcional, e fazer parte do nosso meio, como uma violeta na janela. Bem, e não estamos perto disso?
O projeto do designer Daan van den Berg, consistiu em fazer uma stereolitografia (um tipo de impressão em tres dimensões, atráves de um projeto em autocad) de um abajur da loja sueca IKEA, que comercializa móveis e objetos com designs modernos, e infectou o projeto com uma versão digital da elefantíase, dando origem a um "abajur-elefante" emulando a doença causada por vermes parasíticos nematóides das espécies de Wuchereria bancrofti, Brugia malayi e Brugia timor. Ela é transmitida por mosquitos dos gêneros Culex, Anopheles, Mansonia e Aedes. Uma doença complexa, onde diversos papéis sao desempenhados por criaturas diferentes; do verme, da bactéria simbiótica e sexista wolbachia, do sistema imune do hospedeiro e de infecções oportunistas que podem surgir.
Em longo prazo, a presença de vários pares de adultos do parasita nos vasos linfáticos, ocorre a obstrução dos vasos ocasionando na formando nódulos palpáveis. Esta condição, dez a quinze anos depois, manifesta-se como aumento de volume grotesco das regiões afetadas.
No cinema, essa doença tornou-se conhecida pelo filme "Homem elefante" de David Lynch, baseado na historia do side-show "circense" John Merrick, que sofria dessa enfermidade.
Gostaria muito de ter um abajur bizarro assim na minha pequena sala...
Via: Invisible Red
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Aos 40 anos da chegada do homem em ambiente extraterreno.

"If you believed they put a man on the moon, man on the moon."
R.E.M
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Este pequeno e estranho inseto da família Reduviidae livra os jardins da sua avó de diversas "pragas" como moscas, mosquitos e principalmente lagartas que poderiam acabar com as folhagens e flores que foram tão mimadas durante as estações. Mas também são popularmente conhecidos como "Assassin bugs" (insetos assassinos), por causa de sua dieta peculiar que consiste em sangue de pássaros, répteis e mamíferos como o morcego.

O mecanismo de captura da presa é a clássica e popular espreitada, e quando bem sucedida, ela injeta sua probóscide no corpo da presa, e libera toxinas que anestesiam e a liquefazem, o que torna facil para os insetos assassinos" sugarem o sangue das vitimas. Por outro lado, membros dessa família incluem o famoso
"barbeiro" que ao picar uma pessoa transmite o protozoário Trypanosoma cruzy, o agente da
Doença de Chagas. Neste video da National Geographic, aparece uma parte da historia de vida de insetos dessa familia que nascem em cavernas, e onde seu prato principal constitui-se de morcegos vampiros, que tambem se alimentam de sangue, o que torna essa historia insana e "sangrenta" muito mais interessante...

Mais informações aqui: http://assassinbug.com/
Escrevi o texto ao som de "Suck you dry" da banda Mudhoney que também ilustra esse post.
imagem: Academic dictionaries and encyclopedias
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Da série "livros que eu gostaria de ter, mas como não tenho cartão de crédito, me contento com a versão on-line com sorte de achar free",
Your Inner Fish, do palentólogo estadunidense
Neil Shubin que nos conta a história do nosso plano corporal e das diversas adaptações ao longo do tempo, através da linhagem que deu origem aos tetrapodes, como o
Ichthyostega surgida nas transição entre o ambiente aquático para o terrestre. Devido a uma descoberta em 2004, considerada com o clichezaço,"o elo perdido" essa transição foi demonstrada através de fósseis da espécie
Tiktaalik roseae, que possuía características tanto dos peixes, como as nadadeiras pélvicas e raiadas, e de vertebrados terrestres como a ausência de opérculo (que protege as brânquias dos peixes), fora o tamanho e a forma da cabeça e dos membros que provavelmente possibilitavam o movimento para fora da água para respirar.
Então, descubra essa incrivel história do nosso corpo e aprenda a amar ele como ele realmente é: um peixe mais trabalhado.
Quem quiser me mandar de presente fico muito grato, com direito a foto e agradecimento público via este blogue-não científico.
Um outro livro que conta essa mesma caminhada evolucionária é o
À beira d'água do Jornalista, "popularizador" da ciencia, e editor do excelente blog
"The Loom" Carl Zimmer, este eu tive a sorte de ler.
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Uma pausa um tanto alongada para um café... na verdade a pausa se deve ao final do semestre no meu curso de Biologia, a um inicio de um esforço teórico sobre o elemento transponível mariner, e acertos sobre um trabalho cientifico-social numa escola (mais informações futuramente) tive de tirar umas férias do blog.

Mas cá estou de volta, com o visual novo (eu não, o blog) e prometo publicar novos textos mais frequentemente.
Uma pequena história: Comecei esse blog para falar sobre ciência de um modo não-científico, pois ate então estava fora da faculdade e mesmo assim estava trabalhando numa idéia sobre os tautomerismos que ocorrem nas bases nitrogenadas (aquelas C,T, G e A) do DNA, onde um próton se deslocada do sitio de ligação através de um fenómeno quântico, "o efeito túnel", e pretendia desenvolver algo em cima disso, estava numa onda bem "quântica" por assim dizer (tanto que o nome deste aqui é
O amigo de Wigner), e cada vez me afastava da minha paixão infantil, o estudo da evolução e da vida. O blog reacendeu essa paixão, pois ao trabalhar em cima das postagens e buscando fontes, o foco foi sendo direcionado cada vez mais para a biologia, felizmente.
Então, o semestre vai ser cheio e mesmo assim pretendo deixar
"o amigo" em dia com as ultimas novidades (ou não) sobre ciência, e principalmente as ciências da vida, a bela Biologia...
Ficou interessado sobre o que é o amigo de wigner? leia aqui no excelente blog do Renan, o N-dimensional, incluindo a parte matemática da coisa...Agora fiquem com o próximo post. Mas antes, sigam-me os bons no
Twitter.
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Já fechou um mês e nada de postagens novas. Fim de semestre e trabalhos novos surgindo. Queria agradecer a todos os 3 leitores que passaram por aqui e a todos os gaiatos que foram direcionados pelo Google atraves dos posts de Sexo e Evolução.
Então, para ilustrar o post, a imagem que representa uma geração, uma Era, um Sonho, uma Utopia, uma... bem:

Sei como o "Rose Boy" deve ter se sentido. A Musa Nerd nem pode ver sua bela camiseta salmão... Você consegue Rose Boy, você consegue...
Próximas postagens sobre ciência, prometo...
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